Thursday, June 26, 2008

Ultimos cartuchos

Pois e', ca' os vou queimando, por Ubud (Bali) uma terra cheia de museus e galerias e coisas que tal. Muito bom. Assim como assim, ja vai sendo tempo de voltar e na 2a ja chego ao Porto.

Tuesday, June 24, 2008

Não conhecia

tango in her eyes

And i quote:

There's an old Portuguese saying...
"If shit had value, the poor wouldn't have asses."


Não conhecia... mas soa bem :)

Eu quero um terraço no ultimo andar

Eu quero um terraco que ocupe o ultimo andar da casa mais alta de uma terra de casas baixas.

Um terraco onde nao goste de passar o dia, mas adore passar a noite. Onde estranhe os barulhos diurnos e entranhe o silencio nocturno. Onde possa ver os barcos a caminho do mesmo horizonte onde o Sol se recolhe e a montanha quer chegar.

Enfim noite. As vozes estridentes das criancas que nao se querem deitar ja nao me distraem do alto do meu reino. Por entre livros, melodias e uma rede que me abraca, vens tu, e ficamos especados, perdidos algures, 'a espera de um apagao que nos ofereca todas as estrelas do ceu, porque estas nao chegam. Mesmo assim perdemos-lhes a conta, mas tambem das noites que passamos no terraco, porque, na verdade, so mesmo esta e' que interessa.

Profissao flexivel

ele: "Taxi?"
eu: "No, thanks."
ele: "Marijuana?"

WTF!? Taxista-dealer?!

E muitas outras combinacoes: taxista - agente de viagens; seguranca - procheneta; ...

Monday, June 23, 2008

se ele tem, também devo ter.

Poema Confianzas de Juan Gelman

se sienta a la mesa y escribe
«con este poema no tomarás el poder» dice
«con estos versos no harás la Revolución» dice
«ni con miles de versos harás la Revolución» dice

y más: esos versos no han de servirle para
que peones maestros hacheros vivan mejor
coman mejor o él mismo coma viva mejor
ni para enamorar a una le servirán

no ganará plata con ellos
no entrará al cine gratis con ellos
no le darán ropa por ellos
no conseguirá tabaco o vino por ellos

ni papagayos ni bufandas ni barcos
ni toros ni paraguas conseguirá por ellos
si por ellos fuera la lluvia lo mojará
no alcanzará perdón o gracia por ellos

«con este poema no tomarás el poder» dice
«con estos versos no harás la Revolución» dice
«ni con miles de versos harás la Revolución» dice
se sienta a la mesa y escribe



conellos ... conellos :)

Monday, June 16, 2008

Sem titulo (tambem tenho direito)

Confesso que tenho tentado aqui escrever, mas nao tenho conesguido. O turbilhao de sensacoes que me confunde nao e facil de verbalizar.
Estava a pensar que se desse o meu maximo para descrever "tudo isto" talvez conseguise oferecer 'a posteridade 50% de substancia, assim sendo, passara' muito pouco. Mas, na verdade, talvez a posteridade nao se importe assim tanto.
Mas afinal como escrever? Falo dos sorrisos balineses que me confundem (o das criancas nao), da massagem que me deixou uma marca espiritual e visual entre as sobrancelhas, do ardor do meu incomodo ser o grito de sobrevivencia dos chatos que metem conversa para chegar a negocio, das dancas tipicas (acho que sim) em Ubud que absorveram os meus sentidos... Ja' sao virgulas a mais, mas ambem nao queria muito organizar o texto.
Vamos a ver, estou na Indonesia, em Bali, qe e' lindo-lindo e feio-feio. Ja disse algumas razoes... Apos um curso introductorio ao par de ilhas (Bali e Lombok) com portugueses, estou a solo mais uma vez. Procuram-se pequenos ruidos, sons e risos...

Monday, June 02, 2008

Cairns

Depois de Darwin, vim ate' Cairns, ponto de partida para descobrir a Grande Barreira Barreira de Recife. E foi isso que fiz hoje: snorkeling na dita. Fui para uma ilha cheia de japoneses e dai segui para ver entao com os meus proprios olhos o que tantos livros falam. E foi giro! O tempo passou num apice!

Nos proximos dias vou tar por aqui pela zona. Mas mais a conhecer a floresta tropical.

Depois de Timor, isto e', de facto um choque. Tanta abundancia, tanto tanto... tudo! Doeu-me o coracao quando o guia australiano, de um tour que fiz no outro dia, deitou uma travessa gigante de carne cozinhada ao lixo. Jesus! (sotaque ingles).

Algo que tenho a confessar e' o quanto surpreendido estou com os australianos. Sao, de facto, muitissimo simpaticos. Na verdade, devo dizer que a Australia parece um sitio mto fixe para viver, tb por isso e' que eles tem tt medo dos imigras.

E por aqui me fico! Beijinhos la em casa!

Portugal II

E pronto a selecção lá foi para o europeu...

Hoje a rtp1, a sic e a tvi filmaram tudo, até a merda do avião a levantar voo. E depois filmaram dentro do avião com um telemóvel(?). Lindo, a mediocridade a um nível mais alto.

Eu,X Y Z, Português, espero que Portugal perca todos os jogos.

Outras notícias, 'diz que o preço do petroil baixou cerca de 20 dolares', fui à bomba, não notei nada. Mas aposto que quando subir outra vez mais 10 dolares vai haver um novo aumento no preço. Lindo.

ADENDA:

E não, não sou o único a quem isto já mete nojo e ainda nem começou:
Kontratempos

Marretas

Sunday, May 25, 2008

Darwin

Apos 2 meses num mundo 'a parte, foi confortante voltar a um sitio mais dentro do normal. Isto porque? Nao que tenha sido mau estar em Timor, mas ha varias coisas que ja sentia falta: limpeza, higiene, servicos a funcionar, entre outras maravilhas do mundo "ocidental" no qual a Australia se insere.

Depois de uma curta noite de sono, toca a arranjar um taxi para ir para o aeroporto. Por entre convencer sacristoes de que "o malai tem de ir para o aviao e entao tenho mesmo que passar por esta rua fechada ao transito junto 'a igreja de Motael", la me ia despedindo de Timor, ainda aterrado pelas visoes terceiro mundistas na estrada para o aeroporto.

A minha espera `a entrada do aeroporto (claro que fui cedo, como "germanico" que sou), deu para reparar no que a alucinacao do jet lag me tinha feito esquecer 2 meses atras: sai-se do aeroporto, e da-se de caras com um campo de refugiados nos campos subjacentes ao parque de estacionamento. Bem, que cartao de visitas.

Apos um check-in e controlo de seguranca em que passei com uma garrafa de agua pela primeira vez em muito tempo, tempo de esperar em conjunto com as outras... 15 (?) pessoas que vinham no Embraer Brasilia da Airnorth, linha aerea reginal da Australia. Confesso que o voo foi bem melhor do que esperava, uma vez que ja me tinham mentalizado que ia voar numa casca de noz para 30 pessoas que treme por todos os lados. Afinal nao foi assim tao mau.

Logo no aviao, chegou o primeiro cartao de visita do mundo demasiado "ocidental". A hospedeira veio oferecer um panoplia de "comidas", entre as quais so se devia incluir 1 coisa saudavel: agua. De resto, Snickers, Mars, batatas fritas, amendoins com sal e sumos. Isto as 9 e 30 da manha. Enfim.

Chegado 'a terra dos kangurus, tive uma recepcao que contrastou com a facilidade do visto (obtido em segundos na internet, a partir de Timor). Tive direito a entrevista, explicar para onde ia, o que fazia em Timor, etc etc. Enfim, coisas normais para uma pais rico que tem medo de imigrantes. E de doencas, o policia ate foi perguntar ao chefe se as minhas bolachas indonesias podiam entrar na Australia.

Posto isso, deparei-me com mais algumas coisas que me faziam crer que me tinha enganado no aviao e tinha chegado a uma qualquer cidade americana: pessoal muito gordo e transportes publicos (na verdade nao era bem publico, mas tb nao era um taxi ou uma limo) merdosos. Sim, porque como o meu voo era para pouca gente tive de esperar hora e meia ate que o proximo voo chegasse para ter autocarro. Por outro lado houve outro aspecto muito interessante com que me deparei: A facilidade das pessoas dizerem: "Hello, how are you today?", antes de comecar uma conversa.

Assim, la segui no shuttle bus para a cidade.

Darwin 'e a capital do estado Australiano do Territorio do Norte, e como tropical que 'e (fica a 1h45m de aviao a partir de Timor) 'e assim pro "Lay-back", que 'e como quem diz, o pessoal leva as coisas mais lentamente, na boa (que choque seria ir para um sitio tipo Sydney). No hostel, que fica na rua principal dos hostels e dos restaurantes, deparei-me com um quarto de ressacados a cheirar a suor. Mas pronto, quem quer barato, tem de ser flexivel. Fui trocar dinheiro, comprar alimentos (no supermercado, que os precos aqui nao sao brincadeira), e depois toca a xonar que estava cansado e os proximos dias vao ser longos. O hostel 'e engracado, tem piscina e tudo, e 'e mais um contribuicao para a minha panoplia de experiencias em hostels com vista a encontrar a formula magica para quando abrir o meu.

Fui dar uma volta, mais uma vez nada de especial, nao fosse ver o anuncio luminoso dos cafes Delta num restaurante italiano (e esta hein?) e de pela primeira vez em 2 meses comer qualquer coisa fresca (gelado), sem ficar minimamente constrangido pela possibilidade de ter de ficar agarrado ao grande camiao de porcelana no dia seguinte (irritacoes, claro esta).

E pronto, vou continuar a ler a ver se ganho sono para descansar para o tour dos proximos 3 dias pelos parques naturais aqui 'a volta.

Friday, May 16, 2008

Petição da República Autónoma Sándor András às Nações Unidas

Eu, Sándor András, República Autónoma, solicito
ser admitido entre as grandes potências,
uma vez que todos me enganaram até à última,
e quero por fim representar-me a mim mesmo.
Deixei plantados todos os blocos
que apregoavam altissonantes que eu por eles
daria, feliz, a minha própria vida.
E agora apresento-me: sou a turba e o indivíduo,
ou seja, a maior entre as maiores potências;
a terra é um tabuleiro de xadrez vazio,
onde sem mim não há jogo,
porque sou ambas as equipas adversárias:
neste mundo burlão, sou o meu próprio inimigo,
que me agarro, infame, pela garganta.
Não tenho nem avião, nem bombas,
nem foguetes, nem mísseis, nem armada atómica:
a minha república só armazena desejos tradicionais,
e sei que quem não está comigo, não é por isso meu inimigo.
Basta, já estou farto que ninguém me explique,
com a seriedade de uma baioneta, o que quero eu,
isto ou aquilo; confesso que ambas as coisas em geral,
a mim os anjos não me fizeram brilhar a alma.
Procuro-me a mim mesmo, assim vive a minha república,
valente em equivocar-se e livre para atrever-se.
Solicito que me admitam entre as potências,
ou então, não contem comigo no futuro.

(versão de JLBG e Juan Carlos Mellidez
a partir da tradução castelhana de György Ferdinandy,
Maria Teresa Reyes-Cortés e Jesús Tomé)

Wednesday, May 14, 2008

12x

So you wake you at 7h45 am. You get out, you take 1h15min to get to work. You work. 13pm - Lunch Break. 14pm - Back to work. 19h45pm you get out of work. You go home. You arrive at 20h15pm.

How was your day ? Empty. Null. "Nothing to see here, move on."

Tomorrow? The same.
After tomorrow? The same.
Next week? The same.

The same for at least 40 years.

Sounds like fun. Sounds like _my_ life.


"Fuck you I won't do what you tell me!"

Sunday, May 11, 2008

Hakado

Hoje vi um Haka ao vivo. Sim, isso aquela "dança" q os Neo-Zelandeses - também conhecidos por Kiwis - fazem nos jogos de râguebi. Hoje eram militares. Eles fazem a Haka na rendição de companhias. Ou seja, chegaram novos tipos, e fizeram uma dança. Mto bom, prai 15 mins de berreiro, e movimentos peculiares (sim, porque fizeram numa zona visível da rua). Tenho pena de não ter fotos ou vídeo, porque merecia. Primeiro, o grupo que já lá estava, que ia ser rendido, começa com a Haka com uma dança e berraria, tendo 3 tipos vestidos à homens das cavernas e com ferramentas condignas com isso, que são os actores principais, e os outros em tronco nú. Os 3 cromagnons afastam-se do grupo para ir perto do outro grupo provocá-los e depois voltam. A partir daqui há uma sucessão de movimentos alternados dos grupos, berros, coreografias guerreiras, e os grupos vão-se aproximando. Entretanto os líderes discursam sobre camaradagem e coisas do género (esta parte já é em inglês, que o resto é em Maori) e depois mais uns berros. Por fim, quando alguém que esteja descontextualizado pensa que eles se vão pregar à chapada, começam a cumprimentar-se com apertos de mão e a encostar os narizes e as testas. Mto engraçado.
Interessante o papel das mulheres, a quem também estão atribuídos certos berros, mas que não estão em tronco nú, como se imagina.

O tempo passa

Pois é, só tenho mais 2 semanas em Timor. Mtas histórias para contar (ao vivo), mas só mais lá para Julho, entretanto vou estar pela Austrália e Indonésia. Agora é tempo de fazer exames, escrever relatórios, avaliar alunos, ...

Vim para cá à procura de choques, mas não acho que os tenha encontrado. Talvez porque estava contextualizado com a realidade de Timor e das aulas antes de vir. Vá, não tive choques, mas lá que olhei por outras janelas olhei... E ainda bem, porque também era mesmo isso que vinha à procura.

Monday, May 05, 2008

Beautiful

1966 - a young portuguese soldier films scenarios and day-life scenes around Portuguese Timor, where soldiers had a pleasant life (unlike the ones that were sent to Africa). The main actor of this movie is a boy, that rides a horse around different sites in the territory.

5th of May, 2008 - the soldier meets the boy, after 42 years. The soldier is an artist that came to the country of Timor-Leste to teach wood crafting to local workers. The boy is now Leutenant-Colonel of the Timorese army and hero of the Timorese resistance during the Indonesian ocupation. This hero spent 24 years in the mountains, the "headquarters" of the resistance, fighting for this country that hugs me every day.

Today, they met in our house for dinner. Before dining, we watched the movie: colourful, original, unique and with a touching music.

Such a moment.

Thursday, April 24, 2008

Saudades

Vou ter muitas quando deixar Timor.

Recolher Recolhido

Ontem acabou o recolher obrigatório, que só se mantém em Ermera, onde os últimos rebeldes se escondem.
Por isso, fomos festejar: janta mais dançar no bar até à 1! UHUUUU :D (tinhamos aulas hoje, não podiamos abusar)

Mais um

Também interessante, o blog do meu outro colega de casa